Até algumas décadas atrás, a ciência pensava que o sistema imunológico não tinha nenhuma ligação com pensamentos ou emoções. Essa concepção caiu por terra nos anos 1970, mas ainda não se explica como essa influência ocorre

O que tem a ver o espírito de uma pessoa, seus pensamentos, emoções e comportamento, com seu sistema imunológico, esse importante guardião da saúde? Ainda há pouco essa questão era ridicularizada pelos especialistas.

Durante décadas foram concentrados esforços internacionais em desvendar, passo a passo, os segredos das células imunes (as responsáveis pela defesa do organismo, como os glóbulos brancos). No fim, os especialistas concluíram que, depois do cérebro, o sistema imunológico é o mais complicado do corpo e desenvolveu, relacionando-se com milhares de germes hostis, com uma precisão letal. De resto – assim se pensava –, ele era autônomo. Todas as células entendiam tão bem seu serviço que nenhuma precisava de conselhos. Pensamentos, emoções e tudo que acontecia na cabeça nada tinham a ver com o sistema imunológico – assim parecia.

Tal conceito estava totalmente de acordo com o paradigma da medicina ortodoxa. Até pelo menos 400 anos atrás, o dualismo corpo-alma era um axioma, segundo o qual as moléstias surgem apenas por causa de deslizes no plano físico e não têm nada a ver com a consciência. Quem acreditava que uma doença pudesse ser causada por influências psicológicas, sociais ou até mentais conseguia no máximo sorrisos de desdém dos médicos ortodoxos.

A mudança veio – por assim dizer – do cosmos. Uma explosão na missão Apollo 13 pôs em perigo a volta à Terra e os astronautas ficaram muito estressados. Os médicos da Nasa notaram que sua quantidade de células imunes diminuíra bastante, e dois dos três astronautas estavam com uma resistência tão baixa que ficaram gripados. Será que o estresse reduziu o número de células imunes? Será que o sistema imunológico não é autônomo?

EXPERIÊNCIA DECISIVA

No fim dos anos 1970 se abandonou de vez a hipótese da autonomia do sistema imunológico – e o acaso teve um papel predominante aqui. Ao começar uma experiência com camundongos, o psicólogo Robert Ader, da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, sequer sonhava que estava perto de descobrir a relação entre psique e sistema imunológico. Desde as pesquisas com cães feitas por Ivan Pavlov, essa é uma experiência padrão na psicologia. Ader ensinou os animais a rejeitar água com açúcar pondo na água ciclofosfamida, uma substância enjoativa. Depois da primeira dose da mistura, os camundongos associaram uma coisa à outra e rejeitaram a água açucarada. Ader tirou a ciclofosfamida e, com o tempo, os camundongos voltaram a confiar na água com açúcar.

Após algumas semanas, porém, muitos camundongos adoeceram e alguns até morreram – o que era totalmente inesperado por se tratar de animais novos e saudáveis. Será que a substância também enfraquecera o sistema imunológico deles? Improvável, pois eles haviam tomado apenas uma dose dela, o que não podia ter tido resultados tão negativos.

Ader teve então uma ideia brilhante. Assim como aquela única dose causou durante tanto tempo uma aversão às doses de água com açúcar, o sistema imunológico ficou enfraquecido por muito tempo, o que somente podia ter como causa a reação psicológica ao remédio. Os camundongos aprenderam a associar a mistura ao enjoo; cada vez que bebiam o líquido, o estado psicológico ligado à rejeição os levava a um enfraquecimento contínuo do sistema imunológico, até ficarem doentes e morrerem.

A conclusão era óbvia: o sistema imunológico é condicionável. Já que reage ao poder do hábito, deve ser influenciável pelo cérebro. Com isso, foi-se o mito de sua autonomia. Mas como a mente controla o corpo? Há 3 mil anos a literatura médica da Índia vê o corpo como uma projeção da consciência. Mas como nossos pensamentos e emoções nos fazem adoecer ou curar? Como aquela consciência imaterial influencia os processos biológicos?

Diante disso, a medicina ortodoxa se cala. Ela não considera a consciência algo sério! Mas se nos dirigirmos a um naturopata, homeopata, acupunturista ou médico espiritualista, receberemos quatro respostas diferentes. Todos falam de energias, mas cada um de uma energia diferente. E, no fundo, ninguém sabe dizer o que é essa “energia”.

Reuniram-se dez cientistas, imunologistas, especialistas em câncer e neurologistas, de um lado, e de outro, psiquiatras e psicólogos, o que parecia ser uma façanha inimaginável. Isto só foi possível graças a um novo campo de pesquisas que se espalhou rapidamente em todo o mundo, tendo começado nos Estados Unidos: a Psiconeuroimunologia.
Segundo o noticiário, o que se procurou identificar foi a relação entre a alma de uma pessoa, seus pensamentos, suas emoções e seu comportamento com seu sistema imunológico, que é o responsável fundamental por nossa saúde. Durante décadas consideravam-se as células imunológicas, responsáveis pela defesa do organismo, por exemplo os glóbulos brancos, como autônomas. Essas células não precisariam de “conselho” de ninguém. Assim, pensamentos, emoções e tudo o que acontecia na cabeça não tinham nada a ver com o sistema imunológico.
Esse conceito estava em completa consonância com o paradigma da Medicina ortodoxa alopática, segundo o qual as moléstias surgem apenas por causa de perturbações no plano físico e não têm relação alguma com os pensamentos nem com as emoções.
Em experiências posteriores, no fim dos anos 1970, na Universidade de Rochester, em Nova York conduzidas pelo psicólogo Robert Ader , identificou-se a conexão entre o psiquismo e o sistema imunológico, concluindo-se ser este condicionável. Ou seja: nosso sistema imunológico é feliz quando estamos felizes, e triste quando estamos tristes.
A grande questão para a Ciência é saber de que maneira isso acontece, de que maneira a mente controla o corpo. Como nossos pensamentos e emoções podem levar-nos à doença ou à cura? Como essa consciência imaterial influencia os processos biológicos? Como se dá a influência patogênica do pensamento?
Há outras questões, consoante a reportagem, que permanecem sem resposta: quais pensamentos, emoções e atitudes fortalecem o sistema imunológico, preservando a nossa saúde, e quais nos fazem adoecer? Temos realmente mais saúde se estamos felizes, apaixonados, bem casados, com bons amigos e uma profissão que nos interessa? Como reage o sistema imunológico quando desabafamos, choramos ou rimos desbragadamente? Qual a atitude certa diante de uma doença grave? Tais questionamentos já eram levantados pelo noticiário de 25 anos atrás e permanecem atuais, impactando a Ciência ortodoxa e mecanicista em decorrência das pesquisas realizadas em torno do assunto.
Em outra pesquisa, o psicólogo David McClelland, da Universidade Harvard, assistiu com seus alunos a um filme sobre Madre Teresa e seu trabalho humanitário com os pobres e os doentes da cidade indiana de Calcutá. Todos os estudantes ficaram profundamente impressionados. Foi feito um exame do sistema imunológico de cada um e constatou-se que um anticorpo, a globulina de imunidade A, responsável pela destruição de infecções nas vias respiratórias, havia aumentado.
Os mesmos estudantes, posteriormente, viram um filme sobre o guerreiro huno Átila. Novos exames do sistema imunológico foram realizados e constatou-se que a ação do anticorpo havia diminuído.
Mas a conclusão surpreendente a que a Medicina tem chegado é que quem mais sobrecarrega o sistema imunológico são as pessoas que já não têm esperança nem veem mais sentido na vida, estão deprimidas e pessimistas, se estressam e cansam facilmente e os solitários.
Submetendo-se este sempre momentoso tema ao exame do Espiritismo, pode deduzir-se quanta falta faz aos laboratórios científicos o conhecimento dos postulados dessa Doutrina filosófica, científica e de substância ética, especialmente a respeito da existência do Espírito imortal e de seu envoltório, denominado por Allan Kardec, de perispírito.
Em sua obra de ciência transcendental Estudos Espíritas, Joanna de Ângelis registra que no psicossoma “Estão sediadas as gênesis patológicas de distúrbios dolorosos (…) ensejando a aceleração das perturbações psíquicas de largo porte”(4).
Antes, em 1861, Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, já afirmava: “(…) Somente faremos notar que o conhecimento do perispírito é a chave de inúmeros problemas até hoje inexplicados”(5).
Em 1990, no livro da coletânea da Série Psicológica O Homem Integral, Joanna de Ângelis faz profundo estudo acerca do “modelo organizador biológico – MOB”, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos (…)”. Destaca ainda a mestra da Psicologia Profunda e Transpessoal que o perispírito, “Veículo sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas emocionais como as aspirações da beleza, da arte, da cultura, plasmando nos sentimentos as tendências e as possibilidades de realizá-las”.
O autor de Doenças, Cura e Saúde à Luz do Espiritismo, escritor Geziel Andrade, consolidando constatações obtidas a partir das investigações de Allan Kardec a respeito do corpo espiritual, concluiu: “O perispírito é, então, quem determina a formação perfeita ou doentia do novo corpo material durante o processo de reencarnação”, e sintetiza seus estudos declarando que Jesus, com seus ensinamentos contidos no Evangelho, é o grande médico da alma e do corpo. A prática de sua moral, baseada nas grandes virtudes cristãs,  amor, caridade, humildade, perdão, justiça e fé, imuniza-nos contra muitos males e doenças.
Concluímos estes comentários com a visão profética de Allan Kardec: “Quando as ciências médicas levarem em conta o elemento espiritual na economia do ser, terão dado grande passo e horizontes inteiramente novos se abrirão para elas. As causas de muitas moléstias serão a esse tempo explicadas e encontrados poderosos meios de combatê-las”.

 

FONTE:
https://www.revistaplaneta.com.br/o-impacto-da-relacao-corpo-mente-na-saude/
Partes desse artigo foram retirada do site O Clarim, por Adilton Pugliese (santospugliese@hotmail.com), em 01/04/2015
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Até algumas décadas atrás, a ciência pensava que o sistema imunológico não tinha nenhuma ligação com pensamentos ou emoções. Essa concepção caiu por terra nos anos 1970, mas ainda não se explica como essa influência ocorre O que tem a ver o espírito de uma pessoa, seus pensamentos, emoções e...