A religião é como uma das formas de consciência humana, um fenômeno social que não ocorre por si só, isoladamente de outras esferas da vida social e cultural. Não é algo dado ao homem por forças sobrenaturais e deve ser considerado apenas no contexto da totalidade de todas as formas de vida social . A religião, por sua própria natureza, visa ter um monopólio ilimitado da salvação humana. Além disso, a maioria deles diz que a salvação eterna depende da conduta do homem na vida terrena, ou seja, se ele adere a certos cânones de fé.

Nesse caso, a moralidade estava fortemente associada aos ditames da fé religiosa. Cada ato do crente deve ser realizado no aspecto de recompensa ou punição eterna. A formação da religião se reflete na diversidade dos processos de desenvolvimento humano. Diferentes povos desenvolveram diferentes formas de culto religioso e, portanto, – imagens de divindades e seres sobrenaturais. Assim como não é cientificamente possível supor que a humanidade se desenvolveu em uma estrutura esquemática uniformemente definida, também seria difícil assumir a unidade do desenvolvimento da religião. Ainda mais porque está inextricavelmente ligado a muitos aspectos da vida social. Foi a vida social que condicionou o nascimento da religião e teve influência decisiva em seus rumos de desenvolvimento. A humanidade não retratou divindades iguais; não é, por exemplo, uma coincidência, que os povos europeus, por exemplo (Lituânia) eram constituídos por divindades de pele branca, enquanto nos povos africanos as divindades tinham pele preta.

Um pensador grego chamou a atenção para isso nos tempos antigos Xenófanes de Colofão apresentando uma crítica ao antropomorfismo religioso. Ele afirmou que “Se touros, cavalos e leões tivessem mãos e pudessem pintar e criar estátuas com eles como pessoas, os cavalos pintariam deuses como cavalos e lhes dariam corpos assim, e touros como touros, dando-lhes a forma que lhes foi dada a espécie que os tem. Os etíopes dizem que seus deuses são negros e cabeça-chata, e os trácios têm olhos azuis e cabelos ruivos. ”Cada religião tem suas peculiaridades, sua própria história de desenvolvimento e mudança, cada uma sendo criada de maneira científica e específica tempo e cobrindo um território específico. A principal característica da religião é que ela constitui uma certa totalidade fechada de pontos de vista específicos, ideias e crenças científicas no mundo sobrenatural, sendo um sistema fantástico de mostrar às pessoas a imagem do mundo ao seu redor. Esta “crença científica da existência de forças sobrenaturais deve ser considerada como uma característica essencial e decisiva da religião, como um critério para distinguir entre fenômenos religiosos e não religiosos” …

Quando usamos o termo religião, a usamos como o equivalente de denominações cristãs. Há entre cerca de 40 mil e 60 mil religiões diferentes no mundo.
Especialista diz que até 4.000 novas denominações surgem todo ano, período em que somem outras 2.000
Religiões brotam e morrem aos milhares todo ano no mundo todo.

Para muitas pessoas, a religião é uma forma de compreender melhor o universo. Se aceitarmos essa noção, tudo indica que a humanidade parece cada vez mais distante de encontrar as respostas que procura há milênios. Vem crescendo em ritmo acelerado o número de novas religiões em todos os cantos do planeta.

A religião é uma das formas de consciência humana, é um fenômeno social que não ocorre por si só, isoladamente de outras esferas da vida social e cultural. Não é algo dado ao homem por forças sobrenaturais e deve ser considerado apenas no contexto da totalidade de todas as formas de vida social . A religião, por sua própria natureza, visa ter um monopólio ilimitado da salvação humana. Além disso, a maioria deles diz que a salvação eterna depende da conduta do homem na vida terrena, ou seja, se ele adere a certos cânones de fé. independente da religião.

Gordon Melton, fundador do Instituto para o Estudo da Religião Americana e editor da “Enciclopédia das Religiões Americanas”, calcula que a cada ano surgem de 3.000 a 4.000 novas religiões no mundo -ou seja, por volta de dez por dia. Trata-se apenas de uma estimativa, já que é impossível saber com certeza o número exato.
“A maioria das novas religiões é tão pequena e de vida tão curta que elas não chegam a ser notadas pela mídia, pelas autoridades ou por acadêmicos”, diz Lorne Dawson, diretor do departamento de Estudos Religiosos da Universidade de Waterloo (Canadá).

Melton acredita que, das novas religiões, de mil a 2.000 desaparecem anualmente. “As pessoas fazem releases dizendo que fundaram uma nova religião, mas não fazem releases para contar que elas morreram.”

As dificuldades para fazer tal levantamento também esbarram na própria definição de religião. “Quando usamos o termo religião, o usamos como o equivalente de denominações cristãs. Há entre cerca de 40 mil e 60 mil religiões diferentes no mundo. Pode-se dizer cerca de 50 mil, a grosso modo”, afirma Melton.

Segundo Christopher Partridge, da Universidade de Chester (Reino Unido) e editor do “Dicionário de Religiões Contemporâneas no Mundo Ocidental”, mais da metade dessas religiões são variações do cristianismo.

Há 33.830 diferentes denominações cristãs, por exemplo: catolicismo romano, assembleias de Deus, metodismo. Também deve ser observado que algumas religiões são confinadas a áreas geográficas específicas e, às vezes, a grupos étnicos únicos. Se estabelecemos o critério do que constitui uma “grande religião mundial” como a presença em mais de um único país, há talvez apenas 22 grandes religiões mundiais, incluindo, é claro, cristianismo, islamismo, judaísmo, budismo e hinduísmo”, diz Partridge.

Dawson aponta os EUA como o centro da renovação religiosa no Ocidente. “No mundo, a África tem essa posição, com cerca de dez vezes mais novas religiões do que os EUA, que, por sua vez, superam em muito a Europa.”
Para Melton, são duas as razões que explicam o fenômeno da multiplicação das religiões: a urbanização e a ampliação das liberdades, incluindo a religiosa, em várias partes do mundo. “No século 19 nos EUA, as velhas religiões moveram-se para o oeste, seguindo os pioneiros. As novas religiões se formaram nas cidades e se moveram de uma cidade para a outra, sendo largamente ausentes no campo. No século 19 esses centros urbanos verdadeiramente floresceram e aí a taxa de surgimento de novas religiões cresceu. E vem crescendo até hoje.”

“Na América Latina tornou-se um fenômeno do século 20, largamente vinculado ao declínio e fim do colonialismo e à ascensão de culturas indígenas, exigindo seus lugares na sociedade. Na África, o colonialismo teve o efeito de impor todos os tipos de grupos cristãos. O seu fim permitiu o aparecimento de um grande número de novas religiões africanas”, diz Melton.

A maioria das novas religiões têm sua origem no cristianismo, no islamismo ou no budismo. Geralmente elas surgem como um racha. “As pessoas acham que uma determinada religião se tornou muito mundana ou corrupta e decidem se separar dessa tradição, fundando uma nova religião, que acreditam ser fiel à revelação original”, diz Partridge.
“É muito difícil achar uma nova religião totalmente a partir do zero. Elas vão pegar o que gostam [da velha religião] e mudar o que não gostam. A maioria das exceções, como a Igreja da Unificação, faz a fusão de duas tradições [no caso da igreja do reverendo Moon, do cristianismo com religiões coreanas], afirma Melton.

As novas religiões costumam refletir a época em que surgem. Nos anos 50, quando era grande o entusiasmo pela descoberta de vida extraterrestre, houve um “boom” de religiões em que deuses e anjos eram seres de outros planetas.
“Mas havia problemas: no início, a idéia era de que esses seres viriam de planetas relativamente próximos, como Marte. Essa idéia foi destruída quando começamos a explorar o espaço. Então agora eles vêm de galáxias distantes”, diz Melton.

Atualmente, há uma tendência em várias religiões de vincular a proteção ao ambiente à espiritualidade. Algumas religiões na África realizam suas cerimônias ao ar livre, como forma de despertar a consciência ecológica.
Partridge também destaca o aparecimento do que chama de “espiritualidade alternativa”.
“Uma das mudanças mais significativas, particularmente na religiosidade dos ocidentais, é a emergência de formas não-institucionais e privadas de crença e práticas. Há um distanciamento de formas tradicionais de crença que se desenvolveram dentro das instituições religiosas em direção a formas de crença que focam no indivíduo [“self’], na natureza ou simplesmente na “vida'”, afirma Partridge.

“Na busca de uma espiritualidade alternativa, a pessoa pode tirar inspiração dos ensinamentos de Jesus, das ideias taoístas, até mesmo da importância espiritual de golfinhos e discos-voadores. Qualquer que seja a opção, essa pessoa irá seguir um caminho traçado a seu modo, que se foca no “self” e que se distingue do que normalmente seria classificado como “religião”

As 8 maiores religiões do mundo

Com tantas doutrinas espalhadas pelo mundo, é até difícil adivinhar quais têm os maiores números de seguidores. Por exemplo, uma delas tem seu principal núcleo de praticantes no Brasil. Você sabe qual…
Você sabe qual é? Confira na lista que a SUPER preparou com as principais religiões do mundo:

08 – Espiritismo (aprox. 13 milhões de adeptos)
Espiritismo não é exatamente uma religião, mas também entra na lista. A sobrevivência do espírito após a morte e a reencarnação são as bases dessa doutrina que surgiu na França e se expandiu pelo mundo a partir da publicação de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec (1857). É no Brasil que se encontra a maior comunidade espírita do mundo: 1,3% da população do país é espírita.

07 – Judaísmo (aprox. 15 milhões de adeptos)
Atualmente, a maior parte dos judeus do mundo vive em Israel e nos Estados Unidos, para onde para onde migraram fugindo da perseguição nazista. Mesmo assim, os judeus representam somente 1,7% da população
norte-americana. Enquanto isso, na Argentina, nossos hermanos judeus são 2% da população.

06 – Sikhismo (aprox. 20 milhões de adeptos)
Embora pouco difundido, o Sikhismo é a sexta maior religião do mundo.  A doutrina monoteísta foi fundada no século 16 por Guru Nanak e se baseia em seus ensinamentos. O sikhismo nasceu na província de Punjab, na Índia, e grande parte de seus seguidores ainda vivem na região. Eles representam 1,9% da população da Índia e 0,3% de Fiji.

05 – Budismo (aprox. 376 milhões de adeptos)
A doutrina baseada nos ensinamentos de Siddharta Gautama, o Buda (600 a.C.), busca a realização plena da natureza humana. A existência é um ciclo contínuo de morte e renascimento, no qual vidas presentes e passadas estão interligadas. Como era de se esperar, essa religião oriental é a principal doutrina em vários países do sudeste asiático, como Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia.
No Japão, é a segunda maior religião do país: 71,4% da população é praticante (muitos japoneses praticam mais de uma religião e, portanto, são contados mais de uma vez).

04 – Religião tradicional chinesa (aprox. 400 milhões de adeptos)
“Religião tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições tradicional chinesa” é um termo usado para descrever uma complexa interação entre as diferentes religiões e tradições filosóficas praticadas na China.
Os adeptos da religião tradicional chinesa misturam credos e práticas de diferentes doutrinas, como o Confucionismo, o Taoísmo, o Budismo e outras religiões menores. Com mais de 400 milhões de praticantes, eles representam cerca de 6% da população mundial.

03 – Hinduísmo (aprox. 900 milhões de adeptos)
Baseado nos textos Vedas, o hinduísmo abrange seitas e variações monoteístas e politeístas, sem um corpo único de doutrinas ou escrituras. Os hindus representam mais de 80% da população na Índia e no Nepal. Mesmo com tamanha variedade, são apenas a terceira maior religião do mundo. Porém, ostentam um título mais original: o maior monumento religioso do planeta. Trata-se do templo Angkor Wat – depois convertido em mosteiro budista
–, que tem cerca de 40 quilômetros quadrados e foi construído no Camboja no século XII.

02 – Islamismo (aprox. 1,6 bilhões de adeptos)
A medalha de prata na lista das religiões é dos muçulmanos. Segundo projeções, daqui vinte anos, eles serão mais de um quarto da população mundial. Se esse cenário se concretizar, o número de muçulmanos nos Estados Unidos vai mais do que dobrar e um quarto da população israelense será praticante do islamismo. Além disso, França e Bélgica se tornarão mais de 10% islâmicas.

01 – Cristianismo (aprox. 2,2 bilhões de adeptos)
Mesmo com o crescimento de outras religiões, o cristianismo continua sendo a doutrina com mais adeptos no mundo todo. Porém, seus seguidores têm mudado de perfil. Há um século, dois terços dos cristãos viviam na Europa. Hoje, os europeus representam apenas um quarto dos cristãos. Mas, o interessante mesmo é apontar onde o cristianismo mais cresceu no último século: na África Subsaariana. De 1910 para cá, a população cristã da região saltou de 9 para 516 milhões de adeptos.

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1408200515.htm
Fonte: https://super.abril.com.br/blog/superlistas/as-8-maiores-religioes-do-mundo/

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A religião é como uma das formas de consciência humana, um fenômeno social que não ocorre por si só, isoladamente de outras esferas da vida social e cultural. Não é algo dado ao homem por forças sobrenaturais e deve ser considerado apenas no contexto da totalidade de todas as...